Momentos…

10 09 2010

Olá a todos,

Bem sei que disse que não ia escrever mais neste blog mas tenho mesmo que abrir uma excepção para vos trazer um pequeno tesouro que o meu amigo Ricardo me enviou.

Fiquem com o vídeo a seguir, produzido pelo próprio Ricardo, que contém uma colagem de momentos vividos por esta Personagem durante o InterRail.

Abreijos para todos!

Inter Rail 2010 The moments with myself – no words only good feelings! 🙂





Na Primeira Pessoa – Ricardo

7 09 2010

Um bem haja a todos…

Só podia começar a reflexão final desta viagem, com o inicio desta história.

Há muito, muitos anos atrás ouvi relatos de jovens que viajavam pela Europa e vinham maravilhados com a experiencia. e sonhava um dia poder fazer o mesmo, mas ao longo dos anos arranjei uma série de desculpas que me impediam de o fazer, desde não ter dinheiro, tempo, ter medo, etc, no fundo balelas, vim eu a descobrir mais tarde.

Mas no final de 2009 depois de escrever o que seriam os meus objectivos para 2010, decidi que em Agosto de 2010 seria o mês da VIAGEM que há tanto tempo ambicionava.

Para que este objectivo se tornasse ainda mais forte e realizável, decidi aplicar a metodologia SPIDER (passe a publicidade, um dos melhores livros sobre definição de objectivos que li, by Pedro Vieira). E um dos passos mais importantes que dei foi o de partilhar com uma série de pessoas as minhas intenções para esse mês de Agosto de 2010, sendo que o objectivo era aumentar o meu compromisso para com as minhas intenções, pois sabia que estas pessoas me iriam cobrar caso eu arranjasse novamente desculpas para não o fazer. E foi lindo e mágico como tudo aconteceu.

A viagem, bem, palavras para quê (estava a ver se me safava!)…as imagens falam por si…os vídeos, os sorrisos, as aventuras, os amigos e mais ainda o auto-conhecimento e a consciencia que temos uma grande flexibilidade mental, fisica e emocional e que somos capazes de muito mais do que aquilo em que por vezes acreditamos. É uma viagem para a vida…vou-me recordar dos pequenos momentos em que desligava completamente da realidade e voava, dos momentos em que ria desalmadamente, dos momentos que estava em estado de plenitude, dos momentos de amizade genuina e despreocupada, das parvoíces e dos momentos de pura infantilidade. Bem, no fundo apenas quero dizer…vão à aventura e oide ser que se surpreendam e encontrem em vós um ser ainda mais sublime…

Obrigado a todos os que me umpulsionaram e me deram força e também aos que não deram!

O Alexandre Vicente, que carinhosamente apelido de “mestre”, de uma maneira altruísta e comprimetida, disponibilizou-se a documentar toda a viagem em blog e ainda dar um valor mais profundo ao documentário fazendo com que os leitores, além de se poderem divertir com as histórias, podiam contribuir para uma ONG que protege crianças. Muito bom Vicente!

Se gostaram do blog, do seu design, da narração, devem agradecer a este senhor que com meros rascunhos, muitos erros ortográficos e falta de pontuação nos drafts que enviávamos, conseguiu descrever as aventuras e desventuras desta viagem duma maneira muito envolvente. De referir que durante a viagem não lhe comprei nada como presente pois tudo me parecia demasiado turistico, por isso enviem-me um email com as vossas sugestões…pleaseeeeeeee!! E podem ser criativos!

Quero agradecer também ao (João) Ricardo Pombeiro e à Rita pelos dias divertidos de viagem e pela sua organização e método que muitas vezes me deram muita segurança e conforto. Ao Arnold pelo grande ser humano que é e por me lembrar que podemos todos começar já a contribuir para o mundo ser melhor, basta começar por nós. Ao Pedro Vieira pelo exemplo de congruencia e capacidade de inspirar pessoas a fazer aquilo que realmente querem fazer! À Raquel Santos por me ter carregado algumas vezes o telemóvel (a brincar) mas sim por me ter dado força e impulsionado a seguir os meus sonhos. À menina Tâmara pela sua abertura, paciência e confiança depositada em mim! Aos meus amigos Rui Vilar, Maria Graf, Isabelinha que são grandes pessoas que muitas vezes inspiram-me e me dão uma nova visão sobre a realidade. Aos meus papis (Manel e Fernanda, que são muito grandes…sou um filho com muita sorte!). Aos meus dois brothers Rui e Cris pelo seu carinho e amizade. E claro à grande equipa da LIFE Training (Pedro, Mário, Nuno, Ana, Núria, Ricardo Peixe, Maria João, Paulo, Caramez, Bia, Ligia) vocês são mesmo muito especiais.

E um grande obrigado a todos os que através dos seus exemplos, palavras contribuíram para que as sincronicidades acontecessem. Vocês sabem do que falo.

E claro o grande agradecimento da noite para todos os que acompanharam este blog e que colocaram na caixinha do lado direito e dessa maneira ajudaram esta ONG. (para os que ainda não clicaram ainda estão a tempo)

Obrigado

Ricardo

Enviem email com sugestões ou partilhas ou ideias para:

ricardo.sferreira@live.com.pt





Porto, Portugal – O Narrador

7 09 2010

Olá a todos,

Finda a Aventura, vê-se o “The End” e passam os créditos.

Achei que era então esta a altura de me apresentar. O meu nome é Alexandre Vicente, não saí do Porto (embora me sentisse a viajar a cada palavra, a cada imagem…) e narrei-vos esta história.

Quero antes de mais agradecer ao Ricardo, ao João e à Rita por terem confiado em mim para relatar as suas viagens e por me levarem a “viajar” com eles. Devo dizer que nunca tinha escrito desta maneira antes pelo que peço desculpa aos três se alguma vez não fui fiel ao que realmente aconteceu, não soube expressar da melhor maneira o que sentiram ou se falhei de alguma maneira a nível geográfico.

Esta ideia surgiu numa conversa, cerca de um mês antes da viagem e rapidamente ganhou corpo. Digo-vos que me deu um gozo enorme escrever estes textos e que me senti privilegiado por ser muitas vezes a primeira pessoa a saber as notícias e que me ri sozinho com os relatos que me mandavam, escritos à pressa (que o tempo passado nos vários cafés internet era pago a peso de ouro) e cheios de caracteres estranhos, com as fotos e vídeos… Agradeço-lhes o facto de terem reservado algum do tempo que tinham para me fazerem chegar todo o material que fui precisando para vos escrever, de terem ultrapassado as dificuldades técnicas dos primeiros dias que os impediram de me enviar fotos e vídeos e por terem a paciencia de esperar, muitas vezes horas, para que o upload desse material terminasse.

Um agradecimento muito especial à Joana, Raquel e Helena que me aturaram pacientemente e motivaram muitas vezes para continuar a escrever durante este projecto. Não raras vezes me faltava a inspiração necessária para por pensamentos em palavras e estas três moçoilas deram-me o alento de que precisava.

Agradecimentos também a vocês, leitores. Os vossos comentários e o numero de visitas diária deram-nos muita motivação para continuar a fazer mais e melhor.

O objectivo principal desta publicação era documentar toda a viagem para que funcionasse como um álbum de memórias para os três Protagonistas embora cedo se percebeu que também serviria para manter todos os que gostam das três pessoas que viveram esta experiencia, informados de tudo (ou quase) o que se ia passando. Gostaria que a informação tivesse sido feita mais atempadamente e com uma periodicidade maior mas acreditem que não foi mesmo possível.

Resta-me agradecer mais este e todos os bocadinhos que dispensaram a esta publicação. Os próximos posts serão feitos pelas nossas três Personagens que, também eles, se querem dirigir directamente aos nossos fregueses.

Espero que vos tenha dado o mesmo prazer ler estes textos como me deu escrevê-los.

Deixo-vos com algumas fotos inéditas e…uma surpresa logo a seguir.

Um bem haja, abreijos para todos e até uma próxima oportunidade!

Dança da Popota…do Narrador





De Roma (Itália) até Casa – João e Rita

6 09 2010

Caros leitores,

Roma, capital italiana, outrora o centro do Mundo!

Mais uma vez as nossas Personagens aventuravam-se numa cidade sem ter sitio de pernoita grantido. Mais uma vez tinham alguém que os perseguia e lhes tentava impingir uma almofada que fosse. Mais uma vez rejeitaram terminantemente alojamento de mão beijada (atitude provavelmente sensata). Para fugir ao assédio enfiaram-se num restaurante de uma conhecida cadeia de venda de hamburgueres, conhecida pelo seu M dourado e por ter um palhaço como mascote. Foram ao MacDonald’s (perdoem-me o suspense).

Aí encontraram um grupo de jovens franceses, munidos da mesma capacidade de preparação turística, que é como quem diz, sem hostel reservado. Eram dez e foram abordados pelo João, que descobriu que o grupo planeava fazer uma tour (ou será que por ser em Itália se diz giro) nocturna pela cidade. As nossas Personagens foram calorosamente acolhidos no seio do grupo e, agradados com a ideia de ver a cidade durante a noite, subscreveram o plano. Após serem corridos da estação que já fechava os seus portões não lhes restou alternativa senão andarem pela cidade, em busca dum sítio acolhedor onde pudessem pousar as mochilas e dormir um pouco. Encontraram tal luxo aos pés do monumento Vittorio Emanuelle II. O solo era confortável, os Carabienieri estavam aquartelados em frente e passeavam ainda turistas pelas ruas. Estavam reunidas todas as condições para uma noite bem passada.

Do grupo destacava-se o jovem Benjamin, um lider natural, que já viajava pela Europa havia cerca de dois meses dum total de três. O grupo revesava-se entre as visitas à Fontana di Trevi (monumento que vale mesmo a pena visitar durante a noite) e a vigilancia ao acampamento. Após a visita e moedinha mergulhada na água da praxe, deitaram-se por volta das 4h da manhã.

A toque de alvorada soou por volta das 7h30, pondo termo assim a turnos de trinta minutos efectuados pelos rapazes, cavalheiros, para que nada acontecesse à bagagem dos viajantes. Estava na hora de explorar Roma! Caminharam até ao Coliseu, que só abria daí a algum tempo, por volta das 9h da manhã. Dado o período de espera foram tomar o pequeno-almoço. Enquanto os rapazes foram visitar o palco das lutas de gladiadores de outros tempos, a Rita quedou-se com a Clea, a Guillemette e a Clementine. Finda a visita, trocaram contactos e os nossos Protagonistas dirigiram-se à estação para largar as mochilas.

Já mais leves foram de metro até ao Vaticano. Aí tentaram a entrada na Basílica mas a Rita foi impedida de entrar por estar de calções (!!). Devo confessar que nunca vi o papa de calções pelo que me parece que faz todo o sentido. Valeu a solidariedade da Laura, uma espanhola que emprestou o seu casaco à Rita para esconder a afronta ao Senhor. Com caminhar à pinguim lá foi a nossa Personagem visitar a Basilica.

Seguiu-se uma longa caminhada, talvez por uma por uma inspiração religiosa, onde visitaram Castel Sant’Angelo, Ponte San Angelo, Piazza Navona, Pantheon, Campo de Fiori Campidoglio e finalmente Teatro Massimo onde apanharam o metro para voltar à estação de comboios.

Partiram às 19h30 e por volta das 21h já havam chegado a Florença. Desta feita houve algum planeamento e já tinham em mente um hostel e um camping para ficarem hospedados durante a noite. Encontrando tudo fechado e sem saber como chegar a qualquer uma das alternativas de pernoita, valeram-se da generosidade dum casal de idosos que lhes ofertou um guia da cidade. Como qualquer um dos sitios era longe do centro decidiram ir até ao camping que era a opção que ficava mais em conta. Apanharam o autocarro e, passando por ruas, ruelas, vielas, aquedutos, atravessando rio e após uma subida interminável, chegaram finalmente ao destino e foram presenteados com uma vista lindíssima da cidade abaixo. Celebrou-se a existencia de camas vagas e, embora houvesse alguma agitação e rambóia no parque, decidiram dormir após um merecido jantar. O camping oferecia condições de luxo: jacuzzi, piscina, ar condicionado, etc. Ombreava com qualquer unidade hoteleira num qualquer Estado Árabe Unido. Depois de impressões recolhidas sobre outro camping em Veneza de igual qualidade, tomaram a nota mental de que numa próxima viagem seria este tipo de instalações que iriam procurar.

No dia seguinte, após o pequeno-almoço, caminharam até ao Jardim Boboli, um jardim gigantesco, mágico, digno de realeza. Visitaram ainda a Galeria do Costume, o Museu de Porcelana e intencionavam visitar o Museu Uffisi mas a intenção esbarrou no facto de que vários museus e monumentos encerram à Segunda-Feira. Dada a falta de alternativas decidiram vaguear pelas ruas e visitaram a feira local. Seguindo a indicação de nuestros hermanos conhecidos na Basilica, procuraram a Geladaria La Madrega, nome a fixar. Valeu bem a pena. Nas palavras da Rita “foram as três melhores bolas de gelado que comi durante a viagem toda”. Com a delicia distrairam-se e perderam a noção das horas. Faltava cerca de uma hora para a partida do comboio que iriam apanhar e ainda teriam que voltar ao camping para buscar as malas. A Rita foi para a estação e o João ficou incumbido da Missão Bagagem. Para piorar a situação eram cerca das 18h, plena hora de ponta. Quando a Rita já desesperava dado o aproximar da hora de partida, eis que o João emerge, qual herói, da corrente automobilística, na companhia das duas malas. Missão cumprida! Devo dizer no entanto que o João fez batota e apanhou um táxi!

Começou então a maratona de regresso a casa. Com paragens em Pisa e Génova, chegaram à fronteira, à localidade de Ventimiglia. Na viagem reencontraram a Filipa e o Gonçalo, casal conhecido na viagem entre Budapeste e Ljubljana. Chegados à cidade fronteiriça dormiram até às 5h da manhã embora pudessem ter extendido o sono visto que o comboio previsto para as 5h10 com destino ao Mónaco estava atrasado. Tentaram uma segunda alternativa mas, provando a sabedoria do ditado popular, apenas à terceira conseguiram seguir viagem. Ao Mónaco seguiu-se Nice e depois Marselha.

Decidiram ficar em Marselha a repor baterias e tentaram ficar no “Hello Marseille”, hostel onde ficariam hospedados os companheiros de viagem. Embora a recepcionista estivesse encantada com os portugueses, fruto da passagem duma Tuna Universitária do Porto por aquelas instalações, que com a sua musica e alegria contagiaram todos com quem entraram em contacto, teve que dizer-lhes que não havia quartos disponíveis. Durante o dia passado na cidade francesa ainda tiveram tempo de passear na marina e visitar o forte. À falta de camas decidiram seguir viagem, a qual foi bastante penosa dado os inúmeros atrasos em vários comboios que tinham que tomar para regressar. As justificações para os atrasos eram díspares e tiveram que ter muita paciencia.

À 1h da manhã estavam em Narbonne, onde reencontraram o Ricardo que padecia do mesmo infortunio e se encontrava em igual maratona desde a madrugada anterior. Foi-lhes facultada uma viagem em TGV até Perpignan dada a falta de outros comboios e daí uma viagem de autocarro até Barcelona. Duas horas e meia depois, às 4h30 da manhã estavam de regresso à cidade Condal. Enquanto o RIcardo seguiu viagem, o João e a Rita decidiram reservar comboio para o final do dia e durante a espera experimentaram o sofá do António, o amigo do João que já os acolhera aquando da primeira passagem por aí.

À hora marcada viajaram então para Madrid, onde chegaram às 19h50. Cerca de três horas depois partida para o Entroncamento, chegando por volta das 6h da manhã,, onde se cruzaram com pessoas que iam já para os seus empregos. Uma hora mais tarde estavam finalmente em casa…22 dias depois.

Termina assim a viagem das nossas três personagens!

Deixo-vos com as fotos desta estapa.

Vamos ainda ter alguns posts finais, carregados de emoção! E prometo que não vão ter que esperar dias para os ler…isto se ainda estiver alguém desse lado!

Obrigado por este bocadinho!

Um bem haja e abreijos para todos!





Entre Rimini e Roma (Itália) – As Fotos

2 09 2010

Caríssimas e caríssimos,

Dada a falta de material fotográfico não foi possível publicar fotos no post anterior relativo à penúltima etapa do João e da Rita. No entanto e fazendo juz à qualidade que tem pautado esta publicação ao longo do último mês (e talvez mesmo antes) cá vos trazemos as fotos que ilustram o trecho desta Aventura a que se refere o post anterior.

Muito em breve teremos o relato da viagem de regresso a casa destas nossas duas Personagens, após o qual vos presentearemos com algumas surpresas. Fiquem atentos a este espaço!

Aproveitem ainda para clicar no link situado no lado direito do blog para ajudar a ONG que decidimos beneficiar.

Muito obrigado por este bocadinho!

Um bem haja e abreijos para todos!





Entre Rimini e Roma (Itália) – João e Rita

31 08 2010

Olá caros fregueses,

Como prometido cá estou de novo para vos relatar os ultimos episódios desta Aventura. Como podem ver as novidades continuam a ser dadas em tempo real (passe a ironia).

Depois do belo manjar em Rimini seguiu-se a viagem para Brindisi. A chegada a esta cidade costeira situada no “tacão da bota” italiana deu-se por volta das 8h da manhã, mesmo a tempo do pequeno-almoço e de experimentar um crema cafe. Como a estação não tinha cacifos lá carregaram as mochilas até ao posto de turismo mais próximo para saber como chegar à praia. A resposta foi que haveria um autocarro que partia…da estação, donde acabavam de vir. Lá fizeram a caminhada de volta mas por um itinerário alternativo a fim de ver alguns pontos de interesse, entre os quais se realça as colunas da Via Appia, uma das principais estradas da Roma antiga, que liga, entre outras cidades, Brindisi à capital romana.

Decidiram não ir à praia e continuaram viagem. O destino foi Taranto, cidade dos dois mares (o Picolo e o Grande) e da boa melancia, onde ficaram no hostel La Locanda (não há registo de francesinhas menu). Depois de pedirem o favor de deixarem as mochilas no restaurante anexo à unidade ho(s)teleira, de modo a evitarem uma espera superior a três horas, lá seguiram caminho para a praia de San Vito. Não conseguiram evitar uma espera de uma hora pelo, pensavam eles, unico autocarro que os levaria ao areal. Ficaram a saber depois que havia outros autocarros que os podiam ter transportado. Para a próxima correrá melhor. Era uma praia com água límpida e com nível elevado de salinidade. Flutuava-se sem qualquer esforço embora, excepto as nossas duas Personagens, toda a gente estivesse munido de colchão de água. O João gostaria de ter ficado ali até ao cair da noite, ignorando o engelhar da pele, de tão bem que se estava.

Depois de regressar à cidade e já com a fome a apertar decidiram experimentar um restaurante que chamava a atenção pela quantidade de clientela que esperava por mesa. Embora demorasse uma hora para se sentarem, mostrou-se ser uma opção acertada já que os esperava um manjar dos deuses: frittura mista (gamberi i calamari), polipo alla marinara, tubettini a cozze, riso i fagiolli…e tudo por dez euros! O nome da mais recente entrada do Guia de Restaurantes Pombeiro chama-se Ugo Bari (desde mil nove e trinta e oito). Houve ainda tempo de conhecer o Albert, um italiano de Trentino, professor universitário em Milão antes de seguirem caminho para Salerno.

Como houve um engano nas reservas dos lugares do João e da Rita visto que teria sido feita para o dia anterior, a viagem foi feita de forma clandestina. Chegados a Salerno, e como tinham que esperar pelo comboio para Palermo, foram dar um passeio pela cidade e tiveram tempo para encher a barriga e regalar os olhos com os gelados da “La Magrega”. Partida para Palermo cerca das 23h30 e dez horas de viagem pela frente. Felizmente havia uns lugares disponiveis e não tiveram que fazer a longa jornada deitados no chão da caruagem.

À chegada, por volta das 9h30, esperava-os o Jorge, amigo da Rita, residente em Palermo a realizar um Intercâmbio Clinico que logo os avisou que Palermo e os seus habitantes eram um pouco…como é que se diz?…esquisitos!  Foram informados de que não haveria lugar para eles no comboio do dia seguinte para Roma mas como até aí tinham sido bafejados pela sorte (ou não…) decidiram que iriamviajar nesse mesmo comboio. Há que viver a vida no fio da navalha! Em Palermo ficaram instalados num hostel que fora outrora um convento e recentemente transformado em residencia universitária. Fizeram a ronda habitual pela cidade e ficaram maravilhados com a Catedral de Monreale. Para vocês e sobre a Catedral, tenho duas palavras: só visto! Fiquem com a certeza que vale a pena ver.

Depois de um merecido banho e já refrescados do calor que assolava aquela zona de Itália, econtraram-se novamente com o Jorge que os levou a ver o Teatro Massimo (uma das maiores casas de ópera da Europa). Logo de seguida mais um momento gastronómico que a fome já apertava. Depois de alguns momentos passados na festa Erasmus que decorria no hostel, recolheram ao quarto para uma noite de descanso.

A partida para Roma foi por volta das 10h da manhã. Durante a viagem as nossas duas Personagens conheceram “os divertidos e simpatiquíssimos” sicilianos Claudia e Domenico. Foram algumas horas passadas a ensinar palavras em português e a aprender outras em italiano, a conhecer melhor a cultura siciliana, a divulgar o que de melhor há em Portugal e até, imagine-se, a perceber as várias fases do processo de divórcio italiano. Nunca se sabe quando poderá ser util esta informação. Saibam apenas que é necessário estar separados durante três anos para se poder pedir o divórcio.

A viagem foi feita de comboio, que por sua vez estava num ferry. Quase que se podia chamar a “viagem matrioshka”. Após as carruagens serem retirados do transporte náutico seguiu até à primeira paragem: Villa San Giovanni. A paragem estava prevista para ter curta duração mas o que é certo é que durou cerca de três horas e tudo porque uma das carruagens teve um problema e, segundo o termo técnico empregue pelo João, “pifou”.

A chegada a Roma deu-se por volta da meia-noite e é onde vamos encontrar as nossas Personagens no nosso próximo post para vos contar como decorreu a viagem de regresso.

Em breve teremos mais novidades!

Hoje, infelizmente, não têm direito a fotos nem vídeos. Temos pena…

Obrigado por este bocadinho!

Um bem haja e abreijos para todos!





Ainda Cinque Terre (Itália) e a viagem de regresso – Ricardo

28 08 2010

Caríssimo leitores,

Como prometido cá estamos para vos dar conta do que se passou nos últimos dias desta Aventura.

Continuamos então a acompanhar o Ricardo e a fase final da sua estadia em Cinque Terre. E voltamos a ter nudez!

O último dia passado nesta zona do norte de Itália reservava uma surpresa…dificil de qualificar quanto à agradibilidade. Um dos figurantes conhecidos entretanto, o Daniele Oliva, informou a nossa Personagem da existencia duma praia naturista na zona. O senão seria que o caminho para a praia teria que ser feito através dum túnel de cerca de um quilómetro de extensão…completamente às escuras. Irónico que para se ver tudo seja preciso não se ver nada durante um quilómetro!

Após uma breve paragem no hostel com direito a refeição e armado do seu telemóvel para alumiar o caminho, Ricardo fez-se, destemido, à escuridão do túnel. A luz produzida pelo telemóvel mostrou-se insuficiente e o destemor era tão ténue nesta altura quanto o lume da tocha electrónica. Sem ver um palmo à sua frente, Ricardo sentiu os seus pés dentro de água, lama e outras coisas impossíveis de identificar. O panico apoderou-se da nossa Personagem quando ouviu o som de um comboio muito próximo que parecia circular no mesmo tunel que ele. Felizmente o tunel ferroviário era num paralelo àquele e nada de mal aconteceu. Esperava-lhe no entanto a recompensa no final desta via dolorosa: uma praia paradisiaca e…com muita nudez, como prometido! Foi a oportunidade de Ricardo tomar banhos de sol e de mar como veio a este Mundo e que bem lhe soube. O regresso foi feito com um grupo de pessoas que tinham lanternas pelo que foi bem menos penoso e serviu para que o nosso Protagonista percebesse onde tinha andado com os pés na caminhada inversa.

O jantar foi em tudo semelhante à noite anterior, com um novo grupo de australianos e um americano de Boston, embelezado com o mesmo por do Sol e composto por pizza e cerveja. A tertúlia durou até às tantas…

A jornada de regresso a casa começou cedo no dia seguinte por volta das 6h30 da manhã. Foi uma verdadeira maratona de 42 horas sempre a viajar: comboio para Génova, daí para Ventimiglia, depois para Nice, a seguir para Marselha e daí um comboio para Narbonne, que se atrasou devido a incendio perto das linhas. Em Narbonne fazemos uma pausa para respirar depois destes quilómetros intermináveis sobre linhas e trilhos e para vos contar que aqui se deu mais um reencontro das nossas três Personagens. Devido aos incendios também o João e a Rita esperavam por uma ligação que os trouxesse para mais perto de casa. A espera durou algum tempo, durante o qual a empresa equivalente à CP em França decidiu alimentar todos os viajantes que ali esperavam com uma “ração de combate” e oferecer um autocarro para os levar a Barcelona, sem custos adicionais. A gentil oferta foi aceite e chegaram à Cidade Condal por volta das 5h da madrugada. O João e a Rita decidiram ficar em Barcelona mas o Ricardo estava decidido a chegar a Portugal o mais depressa possível e às 6h da manhã já estava num comboio com destino a Madrid. Aí chegado por volta das 9h30 e para evitar ter que esperar até às 22h45 por transporte directo para Lisboa, decidiu embarcar num comboio regional para Cerbere, que fica mais próximo da fronteira portuguesa. Daí a alternativa seria apanhar um autocarro para Badajoz e Ricardo não negou a possibilidade de passar por esta bela localidade espanhola. Badajoz ficou à vista por volta das 17h e, depois de pedir informações a um motorista português em espanhol, que reconheceu a nossa Personagem como sendo portuguesa e como tal a comunicação estabeleceu-se daí em diante na nossa língua (o que encheu de felicidade o Ricardo visto que não falava português há algum tempo), lá chegou a Évora por volta das 18h30. Daí a viagem foi feita sempre de autocarro, primeiro para Lisboa e depois para o Porto. A chegada à Cidade Invicta deu-se por volta das 0h20 e numa curta viagem de táxi, a nossa Personagem estava de regresso a casa. Home sweet home…

Chegara então o fim desta Aventura para o Ricardo, com a promessa de que haverá mais viagens e aventuras a relatar!

Em breve terei mais novidades para vos narrar!

Fiquem entretanto com as mais recentes fotografias desta etapa.

Obrigado por este bocadinho!

Um bem haja e abreijos para todos!





Portugal

26 08 2010

Caros fregueses,

Completou-se hoje o círculo e a Aventura chegou ao fim. As nossas três Personagens já regressaram a casa e vêm cheios de histórias para contar. Em breve teremos aqui mais novidades, mais fotos e talvez ainda mais uma ou duas Danças da Popota.

Até já…





Florença, Pisa, Roma e Cinque Terre (Itália) – Ricardo

25 08 2010

Caros leitores, com os nossos melhores cumprimentos, damos inicio a este novo post.

Hoje vamos acompanhar as ultimas noticias do Ricardo antes da volta a Portugal (não, não é aquela das bicicletas…é mesmo o regresso a casa…embora também haja referencia a bicicletas neste post).

Depois da saída de cena do Arnold a viagem do Ricardo tornou-se numa de instrospecção e reflexão e, segundo ele, soube-lhe muito bem.

A nossa Personagem chegara a Florença. Ficara hospedado num quarto renascentista (ou não fosse Florença o berço do Renascimento). O quarto fora partilhado com o Mario, um canadiano de 21 anos que, embora fosse novo já era muito rodado com passagens pelo sul da Ásia, Europa e outros destinos. O dia era de visita à cidade e mais uma vez o meio de transporte escolhido foi a bicicleta (aí está a referencia prometida). Segundo o Ricardo, a cidade de Florença é lindíssima e não há palavras para a descrever…o que não ajuda quando é necessário usar palavras para descrever o que se vai passando como no caso desta publicação. Mas fica aqui o cheirinho e se quiserem saber mais…vão lá, com a certeza que vale a pena lá ir! A volta a Firenze foi feita ao pedal e serviu para ver todos os recantos da capital da Toscana. Mesmo alguns sitios que provavelmente já não faziam parte daquela cidade tal foi o desenfrear da pedalada. Após se despedir do Mario, o nosso Protagonista seguiu viagem para Pisa.

Pisa foi baptizada pelo Ricardo como o “Marrocos da Peninsula Itálica” e não foi porque havia camelos. Era tal a quantidade de marroquinos na estação que parecia que tinha mudado de país e continente (não há confirmação de todas as nacionalidades das pessoas que aparentavam ser marroquinas naquele mar de gente e portanto pedimos desculpa se alguma dessas pessoas ler este blog e for, por exemplo, tunisina). Devo dizer que também não há palavras para descrever Pisa. Minto! Existe uma: Torre. Basicamente é a unica coisa que há para ver naquela cidade. Tanto assim é que em hora e meia estava a cidade vista e Ricardo se retirou para o hostel. E que sitio tão acolhedor! Segundo a nossa Personagem parecia “a casa dos meus pais”. As saudades já falavam alto nesta altura! Chegado ao hostel travou conhecimento com a Anna, do Alaska, descrita como parecida com a Branca de Neve e muito fofinha…como a neve. Depois da Neve de Barcelona esta viagem fica marcada por estes dois nevões, um no inicio e outro quase no fim da viagem. Anna viajara para a Europa mas a sua mala extraviou-se na viagem. Após uma mini-sessão de coaching ficaram amigos.

Estava então na altura de tratar do jantar. As compras foram feitas no famosíssimo supermercado Coop (pelo menos em Pisa é muito conhecido) das quais se destaca uma garrafinha de vinho Chianti. O jantar decorreu no terraço do hostel e ao Ricardo juntaram-se a Anna, a Isabella (canadiana), o João (brasileiro) e ainda dois alemães cujos nomes não ficaram registados. O serão, a noite e a manhã foram passados em amena cavaqueira até às 11h30 do dia seguinte! Após um sono dormido a correr deu-se a partida para Civitavecchia.

Naquela cidade da costa oeste italiana Ricardo inteirou-se dos preços da viagem de ferry para a Sardenha e decidiu…ir para Roma. A viagem ferroviária para a capital transalpina foi feita na companhia de um ucraniano, uma ucraniana e um macedónio que estavam de folga do seu emprego num dos cruzeiros efectuados no Mediterrâneo e teriam decidido conhecer Roma. A conversa andou à volta do desporto-rei (futebol) e Ricardo admite que todos eles, incluindo a moçoila ucraniana, sabiam bem mais que ele sobre este assunto.

Chegado à capital italiana, Ricardo decidiu fazer um tour non-stop da cidade. A volta durou cerca de 5 horas e durante este período a nossa Personagem bebeu cerca de cinco litros de água, correndo sérios riscos de afogamento, dado o calor abrasador que se fazia sentir. Durante esta estadia o Ricardo, qual Charles Darwin, descobriu uma nova espécie de mosquitos: os Tigre! Foi atacado implacavelmente por estas bestas voadoras que lhe deixaram hematomas do tamanho de bolas de ping-pong no lugar das mordidelas. Há relatos chocantes destes ataques…só ainda não consegui encontrar nenhum.

Nesse mesmo dia o Ricardo teria um comboio para Cinque Terre à meia-noite. Aquando da informação, a funcionária da estação aconselhou a nossa Personagem a fazer a reserva de lugar por apenas três euros ao que Ricardo decidiu, educadamente, declinar. Como é óbvio mostrou-se ser uma decisão errada! A consequencia foi dormir no chão do comboio, embora o mais custoso não fosse a dureza do soalho, mas os odores que emanavam da casa-de-banho em frente! Mas como nada acontece por acaso (se não aprenderem mais nada com este blog, aprendam pelo menos isto) a razão para que isto acontecesse manifestou-se um pouco mais tarde. Juntaram-se ao Ricardo o Alex, do Dubai, um casal de romenos e o Charles, da Nigéria. E foram uns companheiros de viagem dignos desse nome. A jornada foi muito interessante e passada com muitas gargalhadas além de mais uma sessão de coaching, desta feita com o Charles, pessoa muito focada no que de negativo existe à sua volta (devo dizer ‘existia’ visto que depois da sessão a sua visão do mundo deve ter-se alterado sobremaneira).

Falo-vos agora um pouco de Cinque Terre. Este acidentado trecho de terra situado na Riviera Ligure, no norte de Itália, é constituído por cinco aldeias: Monterosso al Mare, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore (terra irmã da nossa Rio Maior…pronto…esta parte inventei). Está classificado como Património Mundial pela UNESCO e vale bem a pena a visita.

Ricardo chegou a La Spezia, cidade próxima das Cinque Terre, por volta das 4h30 da manhã e sem ter ideia de como chegar a qualquer uma das cinco terras. Por sorte ou coincidencia (ou não…lembrem-se que nada acontece por acaso) travou conhecimento com um rapaz de 24 anos, o Rudra. Nasceu assim mais uma bela amizade. Este novo companheiro é um cientista que estuda neurobiologia e tinha vindo à Europa frequentar um workshop sobre neurociencia. Dados os temas não foi dificil establecer-se uma afinidade imediata entre os dois. Rudra parecia saber o que fazer e Ricardo seguiu-o até ao posto de turismo, onde ficaram a conversar até às 8h da manhã, hora a q abria o referido posto.

Com toda a informação necessária lá foi a nossa Personagem com destino às cinco terras. Após um lanço de 350 escadas e com poucas horas de sono lá foi encontrado o hostel para a estadia. O Ricardo aproveitou para dormir umas horitas merecidas ao que se seguiu uma tarde passada numa das muitas mini-praias daquela zona. Mais tarde entraram mais três figurantes em cena: o Drew, a Carrol e um terceiro australiano não identificado. A cerveja foi a bebida de eleição nas horas que antecederam o jantar e não foram poucas, não sendo de admirar dada a fama de bebedolas dos nossos amigos australianos. A janta: duas garrafas de vinho e duas pizzas, junto ao mar…já vimos isto antes! E a festa continuou noite fora…

As novidades ficam hoje por aqui!

Sinto que é necessário gerir um pouco as vossas expectativas (gostamos de pensar que as têm…) nesta altura. A viagem de regresso a Portugal já se iniciou há alguns dias e é feita a grande velocidade dado o aproximar da data limite do prazo pelo qual é válido o passe do InterRail. Desta feita não antevejo mais novidades até ao regresso das nossas Personagens. Não quero com isto dizer que este será o ultimo post! Ainda temos algumas surpresas reservadas!

Fiquem ainda com a galeria de fotos de mais uma etapa desta Aventura e mais dois vídeos.

Obrigado por este bocadinho!

Um bem haja e abreijos para todos!

Concerto de Rua Arpa em Firenze!!!

Mini Praia em Cinque Terre





Rimini, Itália – João e Rita

25 08 2010

Caríssimos e caríssimas,

Continuamos com o João e com a Rita e, depois da passagem pela Eslovénia, voltamos a Itália!

A viagem com destino a Veneza começou cedo e teve ainda uma paragem intermédia em Villach, Áustria. Chegaram por volta das 10h55 e como o intercity bus (nome pomposo para a carreira lá do sítio) era apenas daí a duas horas decidiram dar uma volta por esta vila. Deram um passeio na margem do rio Drau (ai que saudades do Danúbio…) e aí beberam o mundialmente famoso e perfeitamente delicioso café austríaco (desculpem o notório exagero mas era mesmo a única maneira de dar algum enfase e interesse a esta pequena parte da viagem…). Chegada a hora da partida lá se dirigiram ao local correcto, ainda com direito a boleia…durante cinco metros, do autocarro que circulava em sentido contrário.

A viagem foi feita, recorde-se, de intercity bus, pela base dos Alpes e pelo que contaram é uma viagem lindíssima: “desde a mistura entre encostas verdejantes e montanhas onde se nota as linhas ate onde se forma a neve, com os veios de rocha por onde escoam as águas do degelo”. A passagem na fronteira passou despercebida visto que a paisagem e a arquitectura se mantinha inalterável.

Já na cidade dos canais e das gôndolas entraram na estação Veneza Mestre e já havia um comboio com destino a Bolonha preparado para partir e que parava em Rimini, cidade para onde se dirigiam as nossas duas Personagens. Uma curta corrida e estavam na plataforma correcta. Eis senão que, olhando para o quadro das partidas, reparam que há um outro, com destino a Rimini, duas linhas ao lado. Não há fome que não traga fartura! Uma corridinha mais tarde e aí estavam eles na carruagem que os levaria à estância balnear italiana.

Às 20h35 chegaram então ao destino e começava então nova busca por local de pernoita! Desta vez e com a ajuda duma moçoila italiana que no seu inglês cantado, à boa moda transalpina, os indicou que autocarro tomar e em que fermata (paragem) sair para encontrarem facilmente uma cama onde passar a noite. A Rita procedeu à compra do bilhete de autocarro (em Itália o sistema de transportes não é tão avançado como em Budapeste e não é permitido diluir o preço da viagem de autocarro numa futura corrida de táxi) e lá foram eles em direcção ao centro da cidade! Rimini é sinónimo de animação, seja dia ou noite. Numa rua extensa (embora haja a possibilidade de serem três ou mais ruas difrentes seguidas) pode encontrar-se lojas de roupa e souvernirs, tabacarias, gelatarias, pizzerias, trattorias e outras tantas “ias” para agradar a gregos, troianos e mesmo outras nacionalidades menos famosas. Tem também pubs, bares e discotecas como a “Blow Up” ou a “Life Club”, tudo para que não falte sitio onde abanar a anca ou outras partes do corpo.

Chegados ao hostel que tinham escolhido para passar a noite levaram com um caloroso “No vacancies!”. Quando a Rita já se mostrava entusiasmada com a possibilidade de dormir na praia (desta feita em areia fofinha ao contrário do que tinha acontecido em Nice) e assim poupar uns cobres que já vão fazendo jeito neste final de viagem, eis que encontraram cama vaga no tropicalíssimo (pelo menos de nome) Sunflower Beach Hostel. As praias em Rimini são conhecidas pelas vastas áreas cobertas por girassóis (estou a brincar…). O que não é brincadeira é a extensão imensa de areal nesta parte da costa transalpina!

A animação transbordava em Rimini! Muita gente nova e bonita, muita musica (de qualidade questionável segundo o João) e ingestão de alcool moderada. David Guetta estava na cidade e havia algum alvoroço. Conheceram um rapaz turco com quem dividiram quarto e tiveram conversa animada mas curta visto que o jovem se preparava para ir ver a actuação de Mr. Guetta. A noite foi de rumba, como se diz na Venezuela.

No dia seguinte, dado o sucesso da noite anterior, tinham um dilema: ficar mais uma noite em Rimini ou seguir viagem? E a decisão recaiu sobre a segunda opção pois, como diz o povo, parar é morrer! A partida dar-se-ia depois da meia-noite e por isso ainda tiveram tempo de por os costados ao sol durante o dia e, à noite, ir jantar o restaurante Carlos que faz já parte do Guia de Restaurantes Pombeiro dada a qualidade dos vários pratos e mesmo do vinho da casa.

A viagem seguiu então para Brindisi, depois para Palermo e mais tarde rumo ao norte de Itália para iniciar o regresso a casa.

A narração fica hoje por aqui mas ainda vai haver mais novidades sobre a Aventura do Ricardo antes do regresso a casa das nossas três Personagens! Fiquem atentos a este espaço!

Obrigado por este bocadinho!

Um bem haja e abreijos para todos!








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